A poda correta é uma técnica fundamental para controlar a expansão desta planta rastejante e manter a sua forma estética desejada dentro do jardim. Diferente de outros arbustos, esta variedade responde muito bem a cortes que visam direcionar o seu crescimento horizontal para cobrir áreas específicas do solo. O momento ideal para realizar a poda estrutural é no final do inverno ou início da primavera, antes que o novo fluxo de seiva comece. Realizar intervenções nesta época permite que as feridas cicatrizem rapidamente com o arranque vegetativo que se segue, minimizando riscos de infecção.

A poda de rejuvenescimento é necessária em exemplares mais antigos que começam a apresentar ramos lenhosos nus ou crescimento desordenado na base. Este processo consiste na remoção gradual dos ramos mais velhos ao longo de dois ou três anos para incentivar a produção de novos brotos a partir da base. Nunca se deve remover mais de um terço da massa vegetal total numa única intervenção para não causar um choque excessivo ao sistema radicular. O objetivo é manter o arbusto sempre jovem e com folhagem densa desde o centro até às extremidades dos ramos periféricos.

A técnica de corte deve priorizar a limpeza e a precisão para garantir que a planta continue a crescer de forma saudável e vigorosa. Cortes feitos logo acima de uma gema voltada para fora direcionam o novo crescimento para longe do centro do arbusto, melhorando a luz e o arejamento. É essencial remover ramos cruzados que se atritam, pois essas feridas de fricção são portas de entrada comuns para doenças bacterianas e fúngicas. Após a poda, a aplicação de uma pasta cicatrizante em cortes maiores pode ser uma precaução extra válida em climas particularmente úmidos.

O controle do perímetro é muitas vezes necessário quando esta cultivar é usada como cobertura de solo em bordaduras ou caminhos de jardim. Os ramos que excedem os limites estabelecidos podem ser encurtados em qualquer altura do ano, embora se deva evitar fazê-lo em períodos de geada ou calor extremo. A poda regular ajuda a manter uma borda definida e organizada, impedindo que a planta invada o espaço destinado a outras espécies menos vigorosas. Com uma poda criteriosa, o jardineiro consegue transformar uma planta selvagem num elemento de design estruturado e altamente profissional.