Embora esta variedade de ácer possua um crescimento naturalmente esférico, a poda de manutenção é necessária para garantir a sua saúde estrutural e a perfeição estética. A intervenção humana correta permite remover ramos doentes, secos ou que cresçam em direções indesejadas que possam comprometer a harmonia da copa. Realizar cortes precisos e no momento certo do ano é fundamental para evitar o stress excessivo da planta e facilitar a cicatrização rápida das feridas. Uma poda bem executada não só melhora o aspeto visual da árvore, como também prolonga a sua longevidade ao permitir uma melhor circulação de ar interna.

O momento ideal para realizar a poda estrutural é durante o final do inverno ou no início da primavera, antes de a seiva começar a correr com intensidade. Podar durante a dormência minimiza o risco de hemorragia de seiva, que é comum nos bordos e que pode atrair insetos ou promover infeções. Além disso, com a ausência de folhas, a estrutura dos ramos fica perfeitamente visível, permitindo ao podador identificar com precisão os ramos que precisam de ser removidos ou encurtados. Intervenções ligeiras de limpeza podem ser feitas noutras alturas do ano, mas as grandes correções devem ser reservadas para este período de repouso invernal.

A técnica de poda deve focar-se em manter a forma globular natural sem transformar a árvore numa figura geométrica artificial e rígida. Deve-se começar pela remoção dos “três D”: ramos doentes, danificados ou defuntos, que apenas consomem recursos e são potenciais focos de doenças. Em seguida, eliminam-se os ramos que se cruzam ou que crescem em direção ao centro da copa, o que ajuda a abrir espaço para a luz solar e para o ar. Os cortes devem ser feitos sempre junto ao colar do ramo, sem deixar tocos longos que podem apodrecer e causar cavidades profundas no tronco ou nos ramos principais.

As ferramentas utilizadas devem estar perfeitamente afiadas e desinfetadas antes e depois de cada utilização para evitar a propagação de patógenos entre diferentes árvores. Tesouras de poda de alta qualidade e serrotes manuais são as ferramentas mais adequadas para lidar com os ramos de diâmetro pequeno e médio desta espécie. Para ramos mais elevados, o uso de tesourões telescópicos pode ser necessário para garantir a segurança do operador e a precisão do corte. No final do processo, a árvore deve apresentar uma copa equilibrada e arejada, mantendo o seu encanto esférico mas permitindo que a luz alcance o interior de forma eficaz.