A plantação correta da gazânia estabelece as condições necessárias para uma floração abundante e reduz muitos problemas futuros. A espécie desenvolve-se melhor quando as raízes encontram um solo leve, quente e bem drenado. A multiplicação pode ser realizada por sementes, divisão ou estacas, dependendo da variedade e da época do ano. Cada método exige cuidados específicos para preservar o vigor e as características ornamentais da planta.

Preparação do local e do solo

O local destinado à gazânia deve receber sol direto durante a maior parte do dia. Antes de preparar o solo, é importante observar o comportamento da água depois da chuva. Áreas onde se formam poças não são adequadas sem uma correção prévia da drenagem. A planta prefere secura moderada a raízes constantemente encharcadas.

O terreno deve ser mobilizado apenas o suficiente para eliminar compactações e facilitar o enraizamento. Em solos pesados, pode incorporar-se areia grossa, gravilha fina ou outro material mineral estável. A matéria orgânica bem decomposta pode ser utilizada em pequena quantidade, sobretudo em solos muito pobres. O excesso de composto torna a mistura demasiado húmida e fértil.

Em vasos, deve escolher-se um recipiente proporcional ao tamanho da planta, com vários orifícios de drenagem. Um vaso demasiado grande retém água durante mais tempo e aumenta o risco de podridão. O substrato pode ser preparado com terra para plantas de exterior e uma fração generosa de material drenante. A mistura deve permanecer solta mesmo depois de várias regas.

A preparação termina com uma rega leve do solo algumas horas antes da plantação. Um terreno ligeiramente húmido facilita o contacto entre as raízes e o substrato. Contudo, não deve estar saturado nem lamacento. Plantar num solo excessivamente molhado comprime os poros e dificulta a respiração radicular.

Técnica de plantação

A gazânia deve ser colocada à mesma profundidade em que crescia no recipiente original. Enterrar o colo da planta favorece a acumulação de humidade e aumenta o risco de apodrecimento. Depois de retirar o torrão, convém soltar suavemente as raízes externas quando estiverem muito enroladas. Essa intervenção ajuda-as a expandir-se para o solo envolvente.

O espaçamento depende do porte da variedade e do efeito visual pretendido. Em geral, deve existir distância suficiente para que o ar circule entre as plantas adultas. Uma plantação demasiado densa retém humidade, esconde folhas danificadas e facilita a propagação de doenças. Ao mesmo tempo, um espaçamento equilibrado permite formar uma cobertura colorida sem grandes falhas.

Depois de posicionar a planta, o solo deve ser pressionado suavemente em redor do torrão. Não é necessário compactar com força, pois isso reduz a porosidade. Uma rega profunda ajuda a eliminar bolsas de ar e aproxima a terra das raízes. As regas seguintes devem ser espaçadas conforme a secagem da camada superficial.

A plantação no exterior é mais segura quando já não existe risco significativo de geada. O solo frio abranda o enraizamento e torna a planta mais vulnerável ao excesso de água. Em regiões de clima ameno, também é possível plantar no início do outono. Nesse caso, as raízes precisam de tempo suficiente para se estabelecer antes das temperaturas mais baixas.

Multiplicação por sementes

As sementes de gazânia podem ser semeadas no final do inverno ou no início da primavera, em ambiente protegido. Utiliza-se um substrato fino, leve e previamente humedecido. As sementes devem ser distribuídas com algum espaço entre si e cobertas por uma camada muito fina de material. Uma cobertura excessiva pode atrasar ou impedir a emergência.

A germinação ocorre melhor com temperatura moderadamente elevada e humidade estável. O recipiente pode ser coberto com uma tampa transparente, desde que exista ventilação diária. O substrato deve permanecer ligeiramente húmido, mas nunca saturado. A água pode ser aplicada com pulverizador ou por absorção através da base.

Quando as plântulas desenvolverem folhas verdadeiras, podem ser transferidas para recipientes individuais. O manuseamento deve ser delicado para não danificar as raízes jovens. Depois do transplante, as plantas necessitam de boa luminosidade para não ficarem alongadas. A exposição ao sol direto deve aumentar gradualmente.

As plantas obtidas por sementes podem apresentar diferenças de cor, porte e padrão floral em relação ao exemplar de origem. Esse fenómeno é comum em variedades híbridas. Quem pretende preservar exatamente uma determinada característica deve recorrer à propagação vegetativa. Ainda assim, a sementeira é uma forma económica de produzir muitas plantas.

Divisão e propagação por estacas

A divisão é indicada para exemplares maduros que formaram vários pontos de crescimento. O procedimento pode ser realizado no início da primavera, antes da fase de floração mais intensa. A planta deve ser retirada do solo com o máximo de raízes possível. Em seguida, o torrão é separado em porções que contenham raízes saudáveis e rebentos ativos.

As áreas danificadas ou apodrecidas devem ser removidas com uma ferramenta limpa. Cada divisão pode ser plantada imediatamente num substrato drenante. Nos primeiros dias, é aconselhável manter humidade moderada sem exposição a calor extremo. Depois de retomado o crescimento, os cuidados tornam-se semelhantes aos de uma planta adulta.

As estacas podem ser retiradas de rebentos laterais saudáveis, preferencialmente sem flores. A base deve ser cortada abaixo de um nó e as folhas inferiores precisam de ser removidas. O segmento é colocado num substrato leve, como uma mistura de areia e material orgânico fino. Uma humidade ambiental moderada favorece a formação de raízes sem provocar podridão.

Durante o enraizamento, as estacas necessitam de muita luz indireta e temperaturas estáveis. O sol intenso pode provocar desidratação antes de existirem raízes funcionais. Quando surgirem novos rebentos e houver resistência ao puxar suavemente, a formação radicular provavelmente está em curso. A jovem planta pode então ser transferida gradualmente para condições mais ensolaradas.